Um fenômeno chamado High Company

Vendida em skateshops e boutiques, para skatistas e fashionistas – ou para vítimas do hype – a High Company conseguiu o que muitas marcas sonhavam em ter: uma fila de clientes em dia de lançamento, coleções fora de estoque e revendedores internacionais. Talvez sejam as criações repletas de referências, de Dragon Ball ao Naughty by Nature, ou até as colaborações com a Vista, Block Office e MUDO. Talvez seja o momento ideal de crescimento e popularização do streetwear na moda e, consequentemente, no Brasil, ou a combinação de todos esses acontecimentos. O fato é que a marca fundada há cerca de 7 anos em Vitória alcançou proporções impressionantes e manteve-se fiel aos seus princípios.

Fundamentada no skate pela presença ativa de Adelmo Jr como membro do time de skatistas da marca e consolidada por nomes do rap brasileiro como Sain, BK e Derek, a High Company passou a ter status de cool entre os fãs e entusiastas da cena. Os shapes se tornaram colecionáveis, alguns lojistas nem mesmo colocavam à venda e a marca passou a ser uma realidade no mercado de revendedores e em feiras compra frequentadas por jovens com sede de consumo.

Acredite ou não no hype, a ideia de transformar o estilo de vida das ruas em uma fonte rentável através do vestuário deu certo no Brasil, ao menos para a High. Tão certo que a levou rapidamente para diversos Estados do país e até mesmo para terras estrangeiras. De camisetas e bonés, a marca passou a oferecer em seus drops camisas estampadas, calças de veludo, jaquetas jeans e conjuntos de tactel, cada item carregando a estética novestista que permeia todas as coleções. A autenticidade da proposta oferecida pela marca sem dúvidas faz parte do sucesso, com discurso e estética alinhados e endossados por personalidades importantes da cultura urbana brasileira, sejam elas do meio musical, esportivo ou artístico.

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Vestida por jovens que ainda estão conhecendo o cenário, por pioneiros renomados nas ruas e até mesmo por editores de grandes revistas de moda, a popularidade atingida pela High Company foi conquistada de forma independente e orgânica. O estilo de vida vendido pela marca não é forçado e não tenta imitar uma realidade distante da conhecida pelo brasileiro. Os preços democráticos e o acesso relativamente fácil são outros fatores de suma importância na solidificação da marca em território nacional.

Mas mesmo assim a marca não escapou das falsificações. Há poucos anos, bonés e camisetas, entre outros itens, foram copiados e vendidos por preços inferiores. A High Company já havia se tornado objeto de desejo e fez de seu logotipo, imponente e objetivo, uma espécie de “box logo” brasileiro. As versões clássicas, outline – hit na época em que foi lançado – e as reinterpretações variadas ajudaram a firmar uma identidade desejável, fazendo com que outras marcas também tentassem ter uma fatia do bolo com suas apropriações.

Independente de gosto, o fenômeno High é real e a cada drop mais intenso. Quer uma prova? Entre no site da marca e veja quantas peças ainda estão em estoque. São poucas e em poucos tamanhos. Já virou praxe os lançamentos praticamente esgotarem de um dia para o outro (inclusive as camisetas lisas) e algumas pessoas acabam ficando sem. Então, caso você queria algo da próxima entrega, é melhor já entrar na fila.

Nicollas B. (@nicollasb)

Co-fundador do NOTTHESAMO e SENSŌ | Repórter na GQ Brasil e entusiasta da moda japonesa.

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